Impressão 3D, a tecnologia que pode remodelar o mundo


Impressora 3DSemana passada li esse título em uma página da internet e simplesmente não acreditei! Fui mais que rapidamente pesquisar como isso era feito e fui redirecionada ao artigo do “The Telegraph” que, para minha surpresa, dizia que uma das grandes impressões 3D feitas está bem pertinho de mim, aqui em Londres na estação de metrô mais próxima de casa e em um dos lugares que frequento quase todo final de semana: O2 Arena.

Os parágrafos a seguir são uma tradução em resumo do artigo, se quiserem ler o original em inglês, por favor, acessem o link no final do artigo.

O2 é uma enorme estrutura, conhecida formalmente como Millenium Dome, que surge enorme nas janelas de Ravensbourne (faculdade localizada na mesma área). Do lado de dentro dessas mesmas janelas, está o modelo detalhado do Dome. Porém não é a fidelidade em detalhes do modelo que é interessante, e sim o fato de que foi produzido por uma impressora.

Os estudantes da faculdade tem acesso às impressoras 3D que usam para fazer rápidos protótipos dos seus projetos. Imprimir pode demorar um tempo – geralmente as máquinas são deixadas trabalhando durante a noite – mas é mais rápida que o método tradicional e fazer uma alteração é mais fácil porque somente é necessário dar o toque no modelo do computador em vez de remanejar a impressora.

No lugar de papel, impressoras 3D usam um pó fino que se torna rígido, como uma massa corrida, construindo o objeto uma camada por vez. Dessa forma, menos material é desperdiçado em comparação com o método tradicional de produção e torna possível a produção de coisas que seriam muito difíceis de fazer de outras formas.

O que é usado agora para rápida prototipação, poderia em breve, trazer enormes mudanças não apenas para a indústria mas também para nossas casas. Impressão 3D existe há 20 anos, mas na última década seus custos tem caído e as opções de materiais que podem ser usados tem expandido. Impressoras 3D costumavam utilizar principalmente plásticos, mas agora é possível imprimir com metais, nylon, papel reciclado e até imprimir um objeto com materiais misturados.

Indústrias de aviões estão estudando a possibilidade de imprimir, digamos, uma asa de avião, mas é igualmente possível que nós pudéssemos um dia imprimir nossos próprios móveis de casa.

Impressora 3D

Flora Parrott, professora em Ravensbourne e artista, diz sobre os planos de fazer o scan de objetos de museu  assim réplicas 3D podem ser feitas. Isso daria aos historiadores, por exemplo, a chance de estudar a parte de dentro do objeto, o que de outra forma somente poderia ser examinado quebrando o mesmo. Isso também significaria que escolas poderiam imprimir objetos para os estudantes analisar em classe.

Escolas da California já estão instalando impressoras 3D e não é difícil imaginar elas aparecendo aos poucos em todas as escolas, assim como computadores fizeram nos anos 80.

Pesquisadores da área médica já imprimiram ossos artificiais, especialmente criados para determinadas pessoas, baseados em scans dos ossos reais e então implantados para substituir os ossos que foram removidos ou danificados. O próximo desafio é imprimir tecido e criar órgãos artificiais usando impressão 3D.

Não demorará muito até que impressoras 3D comecem a aparecer no mercado, assim como fotocopiadoras fizeram décadas atrás. E a tecnologia já está disponível para você usar em casa. A RepRap (Replicating Rapid Prototyper) pode ser construída por £300 (300 libras, aproximadamente R$ 830) e pode imprimir partes de outra impressora 3D. Também pode imprimir muitos outros objetos, como maçanetas, canecas e quebra-cabeças, projetos que são colocados na internet pela comunidade.

Isto pode parecer somente para pessoas em busca de hobby mas com os custos caindo, as grandes indústrias de impressoras começarão a se interessar. Peter Cochrane diz: “As fábricas de impressoras irão entrar antes no mercado e começar a fazer essas impressoras? Ou vão fazer como Kodak e fazer de conta que a tecnologia não existe?”

Claro, tudo isso levanta a questão de propriedade intelectual. Nós poderíamos um dia ver processos de pirataria contra pessoas que ilegalmente fizeram download de gearboxes e bookcases. O que tem acontecido com as indústrias de filme e música, poderia acontecer tudo novamente para a indústria de fabricação.

Além desse artigo, há outros que mostram impressões de chocolate e até de uma face! Imaginação pode ir longe com um produto desses. Se quiserem verificar o artigo original, acessem:

http://www.telegraph.co.uk/technology/news/8666516/3D-printing-the-technology-that-could-re-shape-the-world.html

Outra fontes de informação sobre o assunto:

(Muito interessante) Impressão do modelo 3D do estádio olímpico para 2012: http://www.telegraph.co.uk/technology/technology-video/8667350/3D-model-of-Olympic-2012-stadium-built-in-six-hours.html

Impressão de chocolate, 😛 yummy hehe: http://www.telegraph.co.uk/technology/news/8620908/3D-chocolate-printer-could-be-future-of-gifts.html

Se quiserem tradução em resumo desses textos, é só solicitar… e se acharem mais informações, comentários sempre adicionam muito ao conteúdo do artigo. Obrigada!

Abraços!

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Sobre Thayani Conaggin

De Londres-UK, bacharel em Analise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Técnica em Processamento de Dados pelo Cotuca. Trabalhou na área por aproximadamente 10 anos. Iniciou sua carreira como estagiária no Hospital de Clinicas da Unicamp em 1999 e, desde então, trabalhou com diversas tecnologias, sendo os últimos anos dedicados à programação Java. Devido ao aumento expressivo de empresas internacionais investindo em outsourcing no Brasil, em 2006 resolveu investir na comunicação através do estudo da língua inglesa e devido a isso, trabalhou em projetos para clientes internacionais. Atualmente mora em Londres e após realizar curso de business english assim que chegou no pais, não trabalha por motivos pessoais, porém mantém-se atualizada através de desenvolvimento de websites pessoais. Seus objetivos estão relacionados à área de analise de negócios.

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