Faltam profissionais de TI ou só há vagas para ninjas? 3


CSS NinjaQuase toda semana na TV ou em um portal de notícias vejo sempre a mesma matéria: Faltam profissionais para o mercado de TI. Uma busca rápida no Google me trouxe estes resultados dos seguintes sites/programas/portais:

Globo.com, Jornal Hoje, ComputerWorld, Info, só pra citar alguns.

Mas o que realmente esta acontecendo com este mercado? Até então só temos o lado das empresas questionando a falta de profissionais qualificados. Mas a questão é: O que é qualificação para uma empresa que procura um profissional de TI?

Acompanho vários anúncios de vagas, e muitas, repito, muitas delas exigem habilidades de um recém-formado que só um profissional com 10 anos de experiência teria, a um custo muito mais alto do que o planejado para a vaga em questão. Outras, misturam tantos requisitos que quase se torna impossível preenchê-la.

Com isso, podemos levantar 2 questões:

  1. Ou o profissional de TI não está se especializando em tudo que é tecnologia ou ferramenta disponível hoje (Leia sobre Programador Ninja clicando aqui.);
  2. Ou as empresas estão forçando a barra querendo centralizar tudo num profissional só, características normalmente encontradas em uma equipe.

Sinceramente, fico com a segunda opção. Se uma empresa produtora de software quer atuar nos seguimentos de ERP, Internet e Intranet, Mobile e Games, não vai conseguir atender tudo com meia dúzia de profissionais exigindo deles conhecimentos em negócios, programação Java, Android, .NET e C++, além de todos os bancos de dados existentes no mercado,  certificado em Maya, 3D Studio e ainda sendo um ótimo Webmaster.

E você, qual vaga absurda que já presenciou? Qual a sua opinião sobre esse assunto?

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Sobre Fernando Fonte

De Campinas-SP, bacharel em Ciência da Computação. Atua como Analista Programador em uma empresa de tecnologia. Tem experiência no desenvolvendo de softwares para comunicação e controle de hadware via porta serial e sistemas ERP. Possui conhecimento em sistemas operacionais Windows, programação Delphi e Visual Basic 6 e Banco de Dados SQL Server e MySQL. Atualmente estuda C# e Android. Tem interesse em Jogos, Celulares, Smartphones, Notebooks e tudo que for relacionado a tecnologia. Fundador deste site e editor chefe, convidou amigos para lhe ajudar com este projeto.

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3 pensamentos em “Faltam profissionais de TI ou só há vagas para ninjas?

  • Pedro Rocha

    O BNDES, Receita Federal, Banco Central, SUSEP e CVM não têm dificuldades em preencher seus quadros de analista. O porquê: salários iniciais entre R$8.300,00 (BNDES) e R$ 13.200,00 (demais), sem exigências como experiência, inglês avançado e certificações. Basta ver a relação candidato x vaga desses cargos e verão se realmente falta mão-de-obra no Brasil.

  • Eduardo

    Acho engraçado como essas “figuras de RH falam em como o profissional tem que se qualificar, e blá blá blá. Se qualificar custa caro, e com os salários de fome que essas “empresas” pagam, principalmente na área de TI, como se qualificar? Tirar dinheiro do próprio bolso, para chegar e ganhar 1,500 reais PJ?

    Essas “empresas” são espertas. Pagam matérias por aí, com tabelas mentirosas sobre salários, sobre falta de profissionais qualificados, para criar a ilusão disso.

    Essas “empresas” não investem um tostão nos funcionários, querem que ele chegue sabendo de tudo, “qualificado” e aceitando ganhar uma merreca. É isso que elas querem.

    Se querem profissionais “qualificados” invistam neles.

  • Hebert

    Além das empresas quererem profissionais com conhecimento em tudo, eles querem que esse profissional tenha algum tipo de comprovação, seja experiência comprovada em carteira ou diploma. Sendo assim eu concluo que: ou nós gastamos muito dinheiro em cursos para poder ganhar "pouco" e trabalhar muito ou damos a sorte de nascer na família do dono da empresa.

    Eu por exemplo tenho apenas um curso de WebDesigner, mas sei programar em algumas linguagens e até programo melhor que todos os meus amigos que fizeram cursos ou faculdade (um deles inclusive fez a UF-RJ), mas as empresas nem sequer fazem um teste para saber se o candidato realmente sabe fazer o que eles pedem.