Internet Lenta e Cara 3


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Apesar do aumento e popularidade da banda larga ela continua o olho da cara! No Brasil nós pagamos quase 10 vezes mais do que na Coreia. Para se ter uma ideia, em Manaus paga-se R$119,00 por 200kpps de velocidade. Sem contar nas vendas “casada” em que somos OBRIGADOS a aceitar se realmente queremos contratar o serviço.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de residências com computador aumentou de 26,5%(2007) para 31,2%(2008). Os domicílios com acesso à internet subiram de 20% para 23,8%. Na Região Sudeste, eram 31,5% das residências com conexão à rede mundial, comparados a 11,6% no Nordeste e 10,6% no Norte.

Segundo César Alvarez, coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República:

Dos 24% dos domicílios brasileiros que têm computador, apenas 17% têm acesso à internet, dos quais 30% com velocidades de até 256 kbps. Além disso, 40% da banda larga do País estão concentrados no Estado de São Paulo e 80%, nas regiões Sul e Sudeste.

Serviço caro e lento, resumindo. Para se ter uma ideia 78% das empresas brasileiras têm banda larga com velocidade inferior a 2 Mbps. Nos Estados Unidos, a velocidade média é de 92 Mbps. Na Coreia, de 80 Mbps.

Espero que este cenário melhore!

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Sobre Eduardo Costa

De Campinas-SP, bacharel em Sistema de Informação pela Anhanguera Educacional e pós graduado no curso de MBA em Gestão de Projetos e Metodologia do Ensino Superior. Atualmente trabalha como arquiteto e desenvolvedor Java em empresa de desenvolvimento de software de suporte a tomada de decisão, além de ministrar aulas de Orientação a Objeto, Linguagem Java e XML. Já atuou como líder técnico, coordenador de produto e analista de negócios.

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3 pensamentos em “Internet Lenta e Cara

  • Gabriel - Dimens&ati

    Isso me faz lembrar da reportagem que li recentemente, que dizia que nos EUA praticamente não existem órgãos de defesa do consumidor. E por que isso? Simplesmente pelo fato da união que existe entre os consumidores, lá a pressão que eles exercem sobre as empresas é tão grande que na maioria dos casos é tudo resolvido rapidamente e ainda por cima melhorado.

    Acho que deveríamos tomar essa postura aqui também, muita gente recebe a conta de telefone com cobranças indevidas e pensam: "Ahh, vou pagar logo isso pra acabar com essa dor de cabeça!"… Isso porque esse cidadão muitas vezes passa uma eternidade na linha esperando atendimento da operadora e quando consegue a ligação simplesmente "cai", ou então porque isso também é fruto de nossa cultura, que despreza os menores valores.

    Na minha opinião, é importante pensarmos de maneira mais ampla em relação às outras pessoas. Imaginem como seria nosso país se acontecesse a mesma coisa que nos EUA há algum tempo atrás.

    Lá as redes de postos de combustível formaram o que se chama de cartel, fixando o preço do combustível e forçando o consumidor a pagar mais caro sem ter opções. O que os consumidores fizeram? Bom eles se organizaram e falaram o seguinte: "Sem combustível não podemos ficar certo? Dependemos disso… porém abasteceremos nosso automóvel em qualquer rede menos na rede de postos 'X'".

    E o que aconteceu? A rede de postos "X" foi obrigada a sair do cartel e praticar preços mais justos ou então fecharia as portas.

    Uma maneira de pressão semelhante que pode ser exercida aqui em relação às prestadoras é o famoso "tomar as dores". Se cada um de nós que temos problemas com estas empresas, tivermos apoio de parentes e amigos, a coisa vai funcionar muito bem. Se eu passo por problemas com a Telefônica por exemplo – estou sendo lesado – e um parente ou amigo também é assinante, esta pessoa (que teoricamente não estaria com problemas no momento) poderia entrar em contato com a empresa e mencionar seu desapontamento, informando que se meu problema não for resolvido, também cancelará todos os serviços que comprou. Afinal se aconteceu comigo, pode acontecer com ele.

    Isso é só um exemplo de atitude que podemos tomar para termos na íntegra o que pagamos.

    Acho que deveríamos tomar esta postura aqui e pressionar as prestadoras de produtos e serviços exercendo mais nossos direitos de consumidores. Afinal, pagamos caro por isso, certo?

    Abs;

    • Fernando Fonte - Dim

      Concordo plenamente.

      Agora o grande abismo que separa nossas atitudes com as de moradores dos países de primeiro mundo é a cultura do povo, que é fortemente ligada a educação. Compare por exemplo uma partida de futebol aqui e na Europa. Lá o povo fica sentado, aplaude quando sai gol, o que se compara aqui no máximo com espectadores de uma peça teatral.

      Enquanto o Brasil não investir pesado em educação, seremos escravos de operadoras que fazem o que querem porque o povo não corre atrás, seremos vítimas de impostos abusivos e de governantes que descaradamente roubam, desviam, e continuam lá, eleitos pelo povo.

      Agora pergunto: É interesse dos governantes que o povo brasileiro seja mais culto? Com cultura o povo elegerá melhores representantes para o governo, diminuindo assim os absurdos que vemos em Brasília. Será que o ensino precário não é uma forma de "controle" sobre o povo? Que os nossos leitores pensem nisto!