Regulamentadas as profissões de Analista de Sistema e Técnico de Informática 16


Programador e Analista

A CCJ (comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) aprovou a proposta PLS 607/07 que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistema e técnico de informática. A proposta é de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO) e deve seguir agora para a análise da Comissão de Assuntos Sociais.

De acordo com o substitutivo aprovado pela CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática), somente profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderão exercer a profissão de Analista de Sistema. Já a de Técnico de Informática por pessoas que tenham diploma de ensino médio com curso técnico em Informática ou de Programação de Computadores.

A regulamentação das profissões de TI são sempre discutidas e nem sempre há um consenso, já que muitos profissionais atuam na área há muito tempo sem sequer ter algum curso superior focado neste ramo de atuação. O contrário também ocorre. Pessoas com o diploma em cursos de TI mas que são péssimos profissionais. Com certeza, isso ainda vai dar muito o que falar.

O que você acha? Concorda com a regulamentação das profissões de TI? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: INFO Online

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Sobre Fernando Fonte

De Campinas-SP, bacharel em Ciência da Computação. Atua como Analista Programador em uma empresa de tecnologia. Tem experiência no desenvolvendo de softwares para comunicação e controle de hadware via porta serial e sistemas ERP. Possui conhecimento em sistemas operacionais Windows, programação Delphi e Visual Basic 6 e Banco de Dados SQL Server e MySQL. Atualmente estuda C# e Android. Tem interesse em Jogos, Celulares, Smartphones, Notebooks e tudo que for relacionado a tecnologia. Fundador deste site e editor chefe, convidou amigos para lhe ajudar com este projeto.

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16 pensamentos em “Regulamentadas as profissões de Analista de Sistema e Técnico de Informática

  • Thaís

    Sou analista de sistemas formada, mas conheço muitos analistas sem diploma que são feras, isso tá no sangue. Esse regulamento não veio para prejudicar quem não tem diploma mas sim para incentivá los a fazer uma faculdade, isso pra eles é mole, pois já exercem a profissão agora é só tirar o diploma.Por um outro lado vai ser melhor pois aqueles "analistas" com diplomas que competem com quem realmente tem capacidade, vai ficar para trás.

  • FERNANDO DE ALMEIDA

    Eu estudei sozinho (com livros emprestados de bibliotecas públicas) e sou Analista de Sistemas exercendo a profissão por mais de 22 anos (desde 1989 quando concluí o primeiro sistema, que a propósito meu cliente usa até hoje com as atualizações).

    Prefiro citar a mensagem de 1992 (profissão fotógrafo e cinegrafista) sobre porque devemos dizer NÃO à regulamentação contrária ao interesse público (de todos os públicos, não somente do grupo que tem dinheiro pra pagar a formação ou arcar com as despesas de cursinho pra entrar na Federal). Leiam e pensem como pessoas republicanas em uma nação, 95% de pobres, democrática e livre, principalmente LIVRE:

    Mensagem 283/92 | Mensagem nº 283, de 20 de julho de 1992

    Senhor Presidente do Senado Federal,

    Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do parágrafo 1º do artigo 66 Constituição Federal, decidi vetar integralmente o Projeto de Lei nº 1.049, de 1991 (nº 63/91 no Senado Federal), que "Dispõe sobre a profissão de Fotógrafo e Cinegrafista e de Técnico em Cinefotografia e dá outras providências".

    Assim estatui o inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal:

    "XIII – E livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;" O espírito do texto constitucional foi o de assegurar a plena liberdade de exercício de atividade laborativa, ressalvados apenas os casos em que o exercício profissional exija prévia formação acadêmica específica.

    Por outro lado, a excessiva regulamentação de profissões conspira contra a universalidade do direito do Trabalho, contra a eficiência na alocação dos recursos humanos da Nação e, portanto, contra o interesse público. A restrição da qualificação profissional estabelecida em lei, ocorrente nas já inúmeras atividades regulamentadas, prende-se ao imperativo maior de o Estado regulamentar profissões cujo exercício esteja intimamente ligado à vida, saúde, educação, liberdade ou segurança do cidadão. Esse o motivo de a lei exigir determinadas condições capacidade para o desempenho de tais atividades, condições que estão ausentes no ofício de fotógrafos ou cinegrafistas.

    Por conseguinte, sobre ser contrária ao interesse público a proposição — o que por si só autoriza o veto — a ingerência do Estado a título de regulamentação da lícita atividade laboral ensejaria a alegação também de inconstitucionalidade, porque tal ingerência poria em risco o direito individual do ofício de fotógrafo e cinegrafista, com lesão ao preceito do inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal.

    Estas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar totalmente o projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

    Brasília, 20 de julho de 1992

    Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 21.7.1992

  • Antonio

    Antes da lei deveriam avaliar os que possuem e os que não possuem diploma. conhece ANALISTAS DE SISTEMA que não sabem formatar um windows do 3.11 até o seven. talvez não aprende na faculdade. eu mesmo sou técnico informática ha 8 anos. e já formatei maquina de cara formado em sistema de informação, que trabalha na carteira como analista de sistema. e ainda me ligava para dar suporte de como fazer ou deixar de fazer com softwares diversos. vamos fazer o seguinte: peça a ele que fez a lei para fazer um teste escrito e pratico,com todos nos quem passar fica!

    • Fernando Fonte - Dim

      Antônio, são poucos os profissionais que entendem de tudo um pouco na área de TI e isso não é uma falha, se chama especialização.

      O exemplo que você citou, de um Analista de Sistema não formatar o seu próprio computador, não pode ser observado como uma regra geral. Esse cara pode ser um ótimo profissional desenvolvendo software, ou administrando banco de dados ou fazendo qualquer outra atividade que a sua formação lhe compete.

      Eu vejo hoje a Computação como a Medicina. O cara se forma médico e se especializa como Cardiologista, Ginecologista etc. Você não pode exigir que um Neurocirurgião saiba fazer uma cirurgia cardíaca. Com certeza ele não vai saber porque não é a sua especialidade, e isso não o torna menos ou mais médico do que um Cardiologista.

      • Antonio

        concordo com sua visao nesse caso, mas nao vejo a informatica com a mesma visao da medicina. acho exagerada a comparação. mas acho que qualquer cara que esteja na faculdade o minimo que ele deve saber é formatar uma maquina.

  • Diego Sayron

    Na hora de uma contratação, dependendo da ocasião, eu optaria mais pelo tempo de experiência do que pelo diploma, o conjunto é desejável, por isso é que os profissionais CERTIFICADOS em alguma tecnologia/produto (SAP, Cisco, Microsoft, Oracle e outras mais exigentes) são os mais valorizados e SEQUER é obrigatório nível superior ou técnico.

    Portadores dessas certificações, sim, GARANTEM que possuem conhecimentos sólidos na tecnologia a qual se propuseram a desempenhar.

    Regulamentar a profissão é uma necessidade. A formação superior é uma tendência a ser exigida pelo mercado, num curso superior não se forma apenas o técnico, mas o humano e o empreendedor, arestas ÀS VEZES mal lapidadas quando o profissional opta por ser autodidata.

    Mas é preciso amparar e criar meios de mensurar/dimensionar/certificar quem está na atividade sem formação superior com avaliações de conhecimentos, etc.

    Cada perfil de funcionário tem seu perfil de cliente, há espaço para todos. Na verdade, há, ainda, carências.

  • Marco Antonio

    concordo com a regulamentação "correta" de todas profissões!
    no caso do tecnico em analise e desenvolvimento de sistemas, se não podemos atuar na area se Análise de sistemas, porque estudar voltados para essa finalidade?
    nos foi falado outra coisa na faculdade!
    sei que o que define os altos salarios, é grau de importância e risco de decisão!
    portanto se fomos preparados para uma importancia maior e risco de decisão maior que o técnico de informatica, *não deveriamos estar no mesmo nivel! vejam bem, nada contra o tecnico de informatica, mas não somos Analistas de Sistemas, nem Técnicos em informática, ou seja não somos especializados em nehuma das duas, então o que somos? Essa pergunta deveria ser respondida pela faculdade com firma reconhecida em cartório!
    finalizando: porque pessoas com grande experiencia na area, fazerem o curso sabendo das limitações e baixa aceitação no mercado, diante do aqui exposto, daria um tema a parte!

    • Fernando Fonte - Dim

      Marco,

      Este projeto tem algumas falhas, até porque hoje um profissional de TI pode atuar em várias posições como por exemplo DBA, Programador, Analista de Suporte, Tester entre outras, e nem todas estas funções estão sequer citadas.

      Na minha visão hoje, um aluno formado como Técnico em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pode atuar no mínimo como Programador, Tester ou até mesmo na Modelagem de Bancos de Dados, pois tudo isto está na grade do curso. Claro que pode haver outros cargos, e tudo vai depender do tempo de atuação que este aluno irá acumular.

  • Daniel

    Acho válida a medida, independente de participar de algum orgão que irá coordenar os profissionais da área. O mais importante é restringir a profissão à pessoas que são da área de TI, hoje até um Médico ou Advogado pode ser um Analista de Sistema, nada contra a sua capacidade ou competência, conheço muitos que não tem diplomas na área de TI mas são excelentes profissionais e também aprendi muitos com alguns desses profissionais. O mais importante mesmo seria diminuir o assédio e a concorrência que no momento é enorme, e as pessoas que acabaram de se formar acabam sendo prejudicadas pois não tem a experiência comprovada que todas as empresas exigem.

  • Fausto Ferreira

    Desde que seja levado a sério a regulamentação pelas empresas e órgãos públicos, acredito que possa melhorar muito a seleção de profissionais que realmente estudaram e dedicaram na área. Além de estar fazendo minha graduação em Ciência da Computação, também sou técnico em eletricidade e possuo o CREA. Fiquei 4 anos cursando o técnico para conseguir o tão sonhado Registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Porém, algum tempo atrás, fiquei sabendo que se a pessoa quiser tirar o CREA, basta fazer apenas uma prova e desembolsar uma certa quantia em dinheiro, que consegue o registro em 3 meses. Isto para mim, não adianta nada então regulamentar uma profissão se não existe uma fiscalização adequada e uma responsabilidade para que o diploma faça valer junto com alto grau de conhecimento na profissão.

  • Gabriel - Dimens&ati

    Existem muitos diplomas pendurados em paredes por aí que só fazem peso no visual, pois já me depararei com muitos "profissionais" formados da área que no máximo sabiam manusear uma máquina de café.

    São exatamente aqueles casos que a gente cansa de ver na faculdade, que estão lá apenas pelo papel e não pelo conhecimento e se formam depois de empurrar o curso inteiro com a barriga.

    Acredito muito no potencial do pessoal autodidata, pois para ser um a pessoa deve em primeiro lugar ter muita força de vontade e interesse.

    • Eduardo Costa - Dime

      Bem comentado Gabriel. Hoje para ser bom profissional temos que ir além do conteúdo da sala de aula. Falo muito sobre isso. O que é visto em sala é o suficiente para dar ao aluno boas noções de como as coisas funcionam, mas o conhecimento mesmo só é adquirido com a prática, e esse é um esforço extra classe. Ser autoditada é muito importante.

  • Denise Ferreira - Di

    Do meu ponto de vista essa regulamentação é melhor para as pessoas formadas, talvez diminua um pouco a concorrência na busca de emprego. A gente acaba concorrendo com qualquer um que conhece um pouco da área.

    Talvez force essas pessoas a buscar uma formação.

    Reconheço que existem muitos profissionais que trabalham há anos e tem muito conhecimento(autodidatas) mesmo sem diploma. Infelizmente eles não poderão mais ser chamados de Analista de Sistema.