Wagnão e a empregabilidade 4


Semana passada o Wagnão (aluno da Ciência da Computação) procurou-me ao final da aula para perguntar sobre empregabilidade, mercado de trabalho, carreira e coisas do tipo.

Na verdade ele é um garotão que talvez, no fundo no fundo está mais interessado em ter um carro bacana do que em cuidar da sua própria carreira no momento. De qualquer forma, tentei sensibilizá-lo perguntando-lhe o quê ele entendia significar empregabilidade.

Não que ele tenha acertado de primeira, mas conseguiu definir depois de alguns minutos junto comigo que empregabilidade é a condição de ser empregável.

Bom até aí tudo bem, exceto por mais alguns minutos de conversa quando percebi que o “X” daquela abordagem era que o problema do Wagnão não era estar empregado, mas sim o fato de não estar tendo prazer no que estava fazendo.

Ah… aí sim pude entender melhor o motivo que nos fazia estar ali ao final do expediente. O quê ele estava querendo mesmo saber era como identificar se estava ou não na profissão certa. De imediato já sinalizei-lhe que se este sentimento estava ali aflorando era porque algo estava desalinhado, pois caso contrário não haveria razão de tal sofrimento. Era necessário, então, parar de pensar apenas em aspectos financeiros para atender a este chamado interno: o da vocação profissional.

Aí veio a segunda pergunta dele: ” Tudo bem professor, eu posso até não aceitar mas reconheço que algo esta errado, mas como resolver, como chegar onde busco?”

Eu já estava por satisfeito em ouvir aquilo. Afinal existia mesmo algo a ser resolvido. Tentei simplificar a conversa com duas mensagens apenas (senão iria confundir mais do que ajudar): Competência Profissional e Networking.

A primeira é a mais fácil de resolver; de posse do que ele busca era mapear as necessidades e ir resolvendo. Agora, a segunda… A gente custa a aprender… Quem sou eu para dar alguma receita de bolo sobre o assunto… Lembrei-me de um livro que ganhei autografado por um senhor no assunto (José Augusto Minarelli) que escreveu assim para mim: ” Anderson, com a rede a gente pesca até quando o mar não está prá peixe. Cuide bem da sua rede sempre”. Na hora de nossa conversa (eu + Wagnão) não me lembrei desta frase do Minarelli, mas agora escrevo pois é importante que ele leia isto!

Então, caro Wagner, anote aí: Saiba no que você é bom e, se possível alinhe seu trabalho com sua vocação. Procure ser o melhor prestador de serviço no que se habilitou a fazer e, tente mostrar por A+B que tem competência no assunto. Por fim, inventarie e organize seus contatos e saiba fazer networking (não me pergunte como, apenas saiba fazê-lo).

É isso aí cara! Boa sorte!

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Sobre Anderson Camargo

De Campinas-SP, bacharel em Análise de Sistemas e pós graduado em Gestão Empresarial (MBA Executivo). Certificado em ITIL, atua como professor do curso de Ciência da Computação na Faculdade Anhanguera Educacional de Campinas.

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4 pensamentos em “Wagnão e a empregabilidade

  • Eduardo Costa - Dime

    Muito bom Anderson.

    Network é essencial para a vida do profissional.

    Quando você faz amizades, e mantem um certo contato mesmo que por email, você é lembrado.

  • Fernando Fonte - Dim

    Networking é um fato importante, porém muitos o ignoram.

    Na faculdade por exemplo, muitos passam pelos 4 anos sem fazer amizades, não cumprimentam, não dão um boa noite, desprezando os colegas, sendo que aquele cara que um dia foi desprezado, pode se tornar um gerente de uma empresa amanhã, ou até mesmo um profissional alocado na vaga há algum tempo que vai pensar várias vezes antes de indicar alguém que nunca falou com ele.

    Esse é somente um exemplo. Muitas vezes deixamos várias oportunidades de melhorarmos nosso Networking passarem em branco, porém só percebemos depois que passou.