O diferencial do profissional brasileiro


O diferencial do profissional brasileiro Gerente de Projetos

Gostaria de postar aqui um comentário interessante que rolou no grupo  GET-TI do PMISP. GET-TI é um Grupo de Estudos Técnicos filiado ao PMI-SP e o objetivo deste grupo é o Gerenciamento de Projetos especificamente com enfoque em TI (Tecnologia da Informação).

Gostaria de postar aqui um comentário interessante que rolou no grupo GET-TI do PMISP. GET-TI é um Grupo de Estudos Técnicos filiado ao PMI-SP e o objetivo deste grupo é o Gerenciamento de Projetos especificamente com enfoque em TI (Tecnologia da Informação).

A pergunta de um dos integrantes foi: “Gostaria de uma opinião daqueles que têm uma vivência gerenciando projetos fora do Brasil ou com equipes de outros países sobre qual seria o diferencial do profissional brasileiro (Gerente de Projetos) em relação aos demais, em especial aos americanos.”

A resposta do gerente de projetos sênior Sérgio Herculano no qual gostaria de compartilhar com você foi a seguinte:

Venho atuando em projetos de TI fora do Brasil há cerca de 7 anos. Até hoje tive a oportunidade de estar a frente de projetos nos EUA e na Alemanha que é a Matriz da empresa onde trabalho atualmente.

Na Alemanha ainda não tenho observado um movimento em direção a utilizar métodos de gerenciamento de projetos tais como o PMI. Já nos EUA por sua vez é bastante forte.

Do ponto de vista dos profissionais, eu vejo excelentes profissionais tanto aqui quanto lá fora. O que existe são algumas características que são bastante marcantes.

O profissional Alemão é bastante focado no seu trabalho (isto não se aplica apenas ao Gerente de Projetos), possui uma excelente formação acadêmica e está em um país tecnologicamente muito avançado. O grande problema que percebo as vezes é o foco em excesso, fazendo com que se perca uma visão do todo, o que por sua vez é muito forte nos profissionais dos EUA e do Brasil (visão do todo). Nos EUA eu tenho visto uma tendência de sempre querer inovar, e por conseqüência, correr alguns riscos, ou seja, as decisões são tomadas muito rapidamente. Se ocorrem problemas, os mesmos são corrigidos em pleno vôo.

No Brasil eu vejo uma grande flexibilidade dos profissionais, e uma vivência muito grande em diversos tipos de problemas, pois por aqui todos são do tipo “faz tudo” e isto ajuda muito. O risco é que isto pode levar as vezes a perder o foco e patinar um pouco em algumas situações. A forma como o profissional brasileiro se relaciona e busca unir o time é também um ponto muito forte na minha opinião.

Vejo uma evolução lá fora com direção as organizações projetizadas, fatores políticos e brigas de poder, que acabam atrapalhando as vezes. Porém, há cerca de um ano venho atuando em uma organização que vem buscando isto, e as dificuldades são grandes as vezes, mas aqui no Brasil elas são maiores. Acredito que aquele ditado: “manda quem pode e obedece quem tem juízo” ainda é muito forte por aqui.

É um ponto de vista interessante, principalmente para os que estão iniciando sua carreira em gerenciamento de projetos, uma vez que vem da experiência de um profissional brasileiro.

Na sua opinião, qual o diferencial do gerente de projetos brasileiro ?

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Sobre Eduardo Costa

De Campinas-SP, bacharel em Sistema de Informação pela Anhanguera Educacional e pós graduado no curso de MBA em Gestão de Projetos e Metodologia do Ensino Superior. Atualmente trabalha como arquiteto e desenvolvedor Java em empresa de desenvolvimento de software de suporte a tomada de decisão, além de ministrar aulas de Orientação a Objeto, Linguagem Java e XML. Já atuou como líder técnico, coordenador de produto e analista de negócios.

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