Aprenda a programar programando 14


Hoje em dia não é difícil encontrar pessoas que não sabem programar ao se formarem em um curso superior de computação como Ciência da Computação, Engenharia da Computação ou Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. O motivo é muito simples. O sujeito entra na faculdade pensando que vai sair de lá programando, sem ao menos instalar um compilador qualquer em sua casa. Sem ao menos tentar criar algum código nas horas livres, sem pegar um trabalho extra para a “locadora” ao lado da sua casa para informatizar.

Programar, é igual a qualquer outra atividade. Só se aprende praticando. São com os erros, consultas e acertos que você irá se tornar um bom programador. E digo mais. Hoje em dia está muito mais fácil graças a Internet e sua grandiosa quantidade de fóruns e pessoas dispostas a ajudar. Sem falar em portais dedicados a programação como por exemplo a MSDN (Microsoft Developer Network) ou a SDN (Sun Developer Network), com uma infinidade de materiais explicativos, tutorias e exemplos de código.

Quem está começando agora pode pensar: Pra você é fácil falar, você já trabalha como desenvolvedor! Eu sei, já ouvi muito esta frase. Por isso vou contar como comecei a programar.

TK90XQuando eu tinha por volta de 10 anos, fiz uma troca que me jogou de cabeça e alma na informática. Troquei o meu Dactar (clone do Atari 2600)  por um TK90X. Para quem não conhece, o TK é um computador que funcionava conectado a uma TV e gravava ou carregava seus programas em fitas K7 comuns. Era uma maravilha para a época, se não fosse por um detalhe: Não tinha sistema operacional e sim um interpretador de código com suporte as linguagens de programação Basic e Assembly. Com isso, qualquer um que quisesse utiliza-lo, teria que aprender a programar, mesmo  que fosse somente para aprender a carregar os programas da fita. Foi ai que eu comecei a fazer os meus primeiros códigos, lendo o manual gigante que acompanhava o TK.

Manual-TK90X

No início eram códigos simples, somente para desenhar uma reta ou mostrar uma frase na tela. Depois de alguns meses já estava modificando o código dos jogos que acompanhavam o computador. De usuário programador Basic para programador Visual Basic foi um grande salto, usando o livro abaixo.

VB5_Passo_a_Passo

Daqui há alguns dias eu volto com a continuação desta história. Leia a segunda parte aqui: http://www.dimensaotech.com/2009/09/aprenda-a-programar-programando-programe/

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Sobre Fernando Fonte

De Campinas-SP, bacharel em Ciência da Computação. Atua como Analista Programador em uma empresa de tecnologia. Tem experiência no desenvolvendo de softwares para comunicação e controle de hadware via porta serial e sistemas ERP. Possui conhecimento em sistemas operacionais Windows, programação Delphi e Visual Basic 6 e Banco de Dados SQL Server e MySQL. Atualmente estuda C# e Android. Tem interesse em Jogos, Celulares, Smartphones, Notebooks e tudo que for relacionado a tecnologia. Fundador deste site e editor chefe, convidou amigos para lhe ajudar com este projeto.

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14 pensamentos em “Aprenda a programar programando

  • Thais Argentin

    Fernando realmente existem faculdades em que o aluno nunca teve a necessidade de aprender a programar, ou muitas vezes os trabalhos foram feitos em grupo e enquanto um fazia o outro olhava. Passei por isso.

    • Marco Antonio

      Sem esquecer Thais, que existe um foco direcionado direta ou indiretamente nos cursos associados a programação, para criação de sistemas, projetos, e gerenciamento dos mesmos, colocando o programador como "peão". Não concordo com isso, pois o programador, se atualiza sempre, domina muita coisa inclusive idiomas…mas a faculdade para valorizar suas matérias, está desmotivando o aprimoramento nesse sentido aqui abordado…claro que é só minha opnião!

      • Thais Argentin

        Concordo com você Marco!
        Sempre me dediquei muito e continuo me dedicando, porém tem pessoas em que o foco não é a aprendizagem e sim o diploma!

  • GRZ

    Eu to fazendo Ciência da Computação! A Universidade que eu faço foca em desenvolvimento. É uma das melhores instituições de ensino de computação da minha região. To amando o curso. Tenho dificuldade as vezes mas nada que estudar não resolva.

  • Eduardo Costa - Dime

    E você tem razão, a impressão que passa é que só aprendemos a programar porque trabalhamos na área. Quando comecei a aprender java por exemplo eu nunca tinha visto isso na vida, já conhecia um pouco de clipper e vb

    porque aprendi fuçando, mas java era diferente, orientado a objeto. O que eu fiz, ao invés de me lamentar porque que queria aprender a programar em java e não sabia,

    "cai de cabeça" na internet, exmplos, forum de discuções (obrigado javafree) e livros, o deitel foi minha biblia

    por muitas madrugadas. Tenho muito que aprender, mas estou feliz com o que sei e por ter conseguido.

    Boa sorte a todos

  • Thayani - Dimens&ati

    Fernanndoooo…

    Pelo amor de Deus, me avisa quais sao essas faculdades de Engenharia / Ciencia q estao formando alunos sem saber programar que preciso avisar onde nao estudar! Estudei na puc curso de analise cujo foco nem eh formar desenvolvedores e haviam provinhas que pelo menos algoritmos, projetos basicos em C / Java … (dependendo do que o aluno desejasse se aprofundar) eram parte do curriculo. (Nao digo projetos em GRUPO, q o aluno pode se encostar no trabalho dos outros). E olha que eu nao concordava com algumas coisas no curriculo, mas jah fiquei sabendo q faculdades publicas estao seguindo a mesma linha, porem percebi que mesmo assim o mais desinteressado em programacao dos alunos deveria pelo menos fazer as tais provas e forcar-se a saber o minimo. Fiquei abismada com essa possibilidade, mas eh claro nem dah pra culpar de todo a faculdade, todo mundo sabe que se nao eh uma faculdade das mais "puxadas" e as tais provinhas sejam faceis demais, se o aluno eh interessado ele aprende e desenvolve coisinhas no tempo q tem dentro da faculdade, nem que for as coisas mais simples pra poder dizer: "fiz uma calculadora em java", "cadastrinho de contatos em .NET" e assim por diante…

    Bom, ainda to abismada haahah

    Abracooss!!

    • Fernando Fonte - Dim

      Thayani,

      O problema nem sempre é a instituição em si. Esse lance de provas ou trabalho ainda acontecem, mas é uma réplica do que foi dito na sala de aula. Normalmente a pessoa só memorizou como faz aquilo ali e pronto. Pede para ele fazer algo que foge daquilo e nada sairá. É assustador, porém é a realidade.

      Se não partir da pessoa mesmo aprender, ela não vai aprender nunca.

      • Thayani - Dimens&ati

        Bom, quanto a isso das provas ser copia do que o professor diz eh uma prova de q tem algo errado no curriculo, q bom q fui sortuda entao, aprendi a programar fazendo algoritmos por um ano todo sem ao menos mexer em linguagem (como java, c, la la la) e provas bem diferentes uma da outra, eram assustadoras e notas bem "divertidas"… tinha q ter imaginacao! Acho q o maior erro eh achar q programar eh saber fazer algo em uma linguagem especificamente, qdo a gente sabe q eh muito mais q isso… cada ferramenta tem sua particularidade de setup, frameworks (q eh facinho de achar na internet!) mas a programacao conceitual / orientacao a objetos vai ser a mesma em qqer lugar…

        Bom, otimo artigo por sinal, precisa ser um acorda pras pessoas q pensam q o conhecimento cai do ceu, hoje em dia tem muita gente tentando entrar na informatica pelo dinheiro e esquecem de ver q tem um looongo caminho de aprendizado e dedicacao nesse mercado q muda a toda hora e q faculdade q "dah" (leia-se: vende) diploma tah cheia nesse mundo! Pior: as pessoas q entram por dinheiro na area e nao qrem se dedicar mto, trabalham e ganham o dinheiro (ainda nao sei como!) mas dao trabalho pra equipe viu, jah vi cada um recebendo 45 por hora e tendo codigos q o resto da equipe tinha q refazer… triste!

        Abraacoossss, esperamos os novos posts… 😉

    • Eduardo Costa - Dime

      O aluno é co-responsável pelo seu aprendizado. Isto é sem o esforço e cooperação do mesmo é IMPOSSÍVEL que haja aprendizado. Algumas vezes o aluno se auto prejudica com a "lei do mínimo esforço" e perde a oportunidade de aprender de verdade, cabe ao professor estimular/motivar o aprendizado, mas este sozinho não é o suficiente.