Código não tão reutilizável
Apesar do senso comum de se tratar código como algo muito valioso, código tem pouco valor fora do contexto da organização que o criou. Caso o código não tenha sido feito explicitamente para ser genérico, o seu reuso é problemático mesmo dentro de uma organização, quando se tenta fazê-lo entre múltiplos projetos.
Quanto maior a quantidade de código acumulado, mais você se amarra a seus desenvolvedores atuais (e mais eles ocupam suas mentes com informações aplicáveis somente a uma organização ou equipe), e o mais difícil será trazer novos desenvolvedores. Tais frameworks e bibliotecas normalmente vêm com curvas de aprendizado enormes para novos funcionários – especialmente porque documentação é algo virtualmente ignorado – e eles raramente podem ser usados para qualquer outra coisa sem refatorações significativas (porque eles não foram feitos para serem reutilizados de fato, ou o foram da maneira mais arbitrária e superficial possível…
Assim, a pergunta que toda organização deve fazer a si mesma é por quanto ela poderia vender seu “código reutilizável” sendo realista, quanto os competidores, antigos ou novos no mercado, ofereceriam por ele? Em quase todos os casos a resposta é $0, e eles não iriam querê-lo nem por esse preço. Há uma quantidade infinitamente pequena de roubo de código nesse mercado (embora estejamos na era de DVDs graváveis e cartões USB) porque a maior parte do código – além dos frameworks e bibliotecas utilizados pela indústria – não tem valor algum fora de um projeto específico de um grupo específico de desenvolvedores. Tentar utilizá-lo para outros projetos freqüentemente é pior do que começar a partir do zero.
Noticia retirada do site infoq.com
Fonte (veja a matéria na integra): Melhores da InfoQ em 07: Reuso de Código é Algo Superestimado?
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